Cinco curiosidades que revelam um pouco mais da trajetória brilhante de Eva Wilma
- Victória Cintra
- 13 de ago. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 20 de ago. de 2025
Poucos nomes na história da cultura brasileira carregam a força, a elegância e a versatilidade de Eva Wilma. Atriz de teatro, cinema e televisão, ela atravessou décadas reinventando-se e deixando sua marca em diferentes gerações. Com mais de 60 anos de carreira, Eva Wilma encantou plateias e telespectadores com sua entrega cênica, sua profundidade interpretativa e seu compromisso com a arte. Mas, além de seus papéis consagrados, há detalhes menos conhecidos sobre sua vida e trajetória que ajudam a compreender ainda mais a grandiosidade dessa mulher que virou referência nas artes cênicas brasileiras.
Nesta matéria, reunimos cinco curiosidades que revelam episódios marcantes, inesperados e inspiradores da vida de Eva Wilma — desde um teste com Alfred Hitchcock até sua atuação em grandes causas sociais. Para os admiradores da atriz e para quem quer conhecer mais sobre ela, este é um convite para se surpreender com sua história.
1. Quase brilhou em Hollywood... com Alfred Hitchcock
Em 1969, durante uma viagem aos Estados Unidos, Eva Wilma foi convidada para um teste com o lendário diretor Alfred Hitchcock para o filme Topázio. Ela passou por rigorosos ensaios — chegou até a usar próteses de seios e dentes postiços — e enfrentou perguntas provocativas do diretor. Mas não foi selecionada para o papel, que acabou ficando com a atriz Karin Dor. Para Eva, o teste foi um aprendizado intenso, mas ela considerou, depois, que talvez tenha sido melhor não ter participado da produção.

2. Estrela da televisão desde os anos 1950
Eva Wilma começou na TV ainda nos anos 50, como protagonista do sitcom Alô, Doçura!, na TV Tupi. O programa, ao lado de seu então marido John Herbert, durou dez anos e entrou para o Guinness Book como a série mais longa da TV brasileira na época. Foi com esse trabalho que ela conquistou reconhecimento nacional e o Troféu Imprensa de Destaque do Ano.
3. Papéis icônicos que marcaram gerações
Ao longo da carreira, Eva viveu personagens memoráveis: as gêmeas Ruth e Raquel em Mulheres de Areia (Tupi, anos 70), Dinah em A Viagem (1975) e a vilã Altiva em A Indomada (1997), cujo bordão “Oxente, my God!” virou marca registrada. Sua versatilidade permitiu transitar entre mocinhas, vilãs e papéis complexos, sempre com potência dramática. Por A Indomada, ela recebeu, entre outros prêmios, o da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como Melhor Atriz.

4. Uma presença sólida no teatro e no cinema
Mesmo com sucesso na TV, Eva Wilma nunca abandonou os palcos. Atuou em peças clássicas como Antígona, Esperando Godot, Pato com Laranja e Querida Mamãe — por esta última, recebeu os prêmios Molière, Sharp e Shell. No cinema, destacou-se em São Paulo S.A. (1965), de Luiz Sérgio Person, e conquistou diversos troféus, incluindo dois Prêmios Saci por Chico Viola Não Morreu e Cidade Ameaçada.
5. Engajada na cultura e na cidadania
Eva Wilma participou da histórica Passeata dos Cem Mil em 1968, ao lado de outras grandes atrizes, contra a ditadura militar e a censura. Esse envolvimento reflete sua postura de cidadã consciente e engajada. Apesar de quase chegar a trabalhar em Hollywood, nunca deixou de valorizar o teatro e a televisão brasileiros, afirmando que "o público é o grande prêmio".

Eva Wilma deixou uma contribuição imensurável para a cultura do Brasil. Sua presença nos palcos, nas telas e na memória afetiva de milhões de brasileiros é eterna. Ao longo de mais de seis décadas de atuação, ela foi exemplo de profissionalismo, paixão pela arte e compromisso com o público. O Teatro Eva Wilma tem o orgulho de carregar o nome dessa artista ímpar, cuja trajetória inspira diariamente todos que fazem parte da nossa equipe e da nossa plateia. Eva continua viva em cada aplauso, em cada espetáculo, em cada história contada sobre o palco. Uma verdadeira estrela da arte brasileira — e do nosso coração.
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